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Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



Notcias

Videocirurgia no tratamento e diagnstico de doenas pulmonares


As novas tecnologias tendem a facilitar grande parte dos procedimentos médicos. É o caso da cirurgia torácica, realizada atualmente também por meio de videotoracoscopia. Trata-se de uma ferramenta diagnóstica e terapêutica para cânceres de pulmão e de mediastino, assim como para as doenças pleurais. Devido ao método ser minimamente invasivo, é hoje a principal opção dos cirurgiões.

O procedimento consiste na introdução de uma microcâmera por meio de pequenas incisões no tórax, medindo aproximadamente dois centímetros cada. Além de ser menos agressivo, uma vez que descarta o uso de afastadores intercostais, proporciona uma recuperação mais rápida e consequente retorno às atividades normais, além de causar menos desconforto aos pacientes. É indicada em grande parte dos eventos pulmonares que requerem a intervenção cirúrgica, exceto em pacientes com tumores de maior extensão e naqueles que se antecipem dificuldades anatômicas. Nestes casos, a técnica convencional (cirurgia aberta) é mais segura.

“Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a videotoracoscopia é uma tendência, por se tratar de um processo menos invasivo, com incisões menores, mais seguras e precisas. Tudo isso é possível graças a uma equipe médica com treinamento adequado, infraestrutura e materiais apropriados”, defende dr. Ricardo Terra, médico de cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas e presidente do Departamento de Cirurgia Torácica da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

De acordo com dr. Ricardo, de todas as cirurgias torácicas realizadas pelo Hospital das Clínicas, por exemplo, o método de videocirurgia é aplicado em cerca de 30% de pacientes com câncer de pulmão e mediastino e 80% dos casos de doenças pleurais. “É um número considerável e demonstra a evolução da técnica”, completa.

Um dos entraves para que a videotoracoscopia tenha mais abrangência na rede pública de saúde, explica o especialista, é que o SUS ainda não disponibiliza alguns materiais importantes para sua realização, como, por exemplo, os grampeadores, fundamentais para suturar as regiões operadas.

“A videocirurgia ainda não chegou ao serviço público, está disponível somente em centros universitários e hospitais privados. Apesar da redução de custo devido ao menor tempo de internação, falta ainda massa crítica de profissionais preparados para realizar a técnica na rede pública, bem como a disponibilidade de materiais específicos”, explica dr. Roberto Gonçalves, coordenador dos ambulatórios da disciplina de Cirurgia Torácica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e vice presidente do Departamento de Cirurgia Torácica da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Segundo o dr. Roberto, é importante não superestimar o papel da videocirurgia.

“Ela é indicada em casos selecionados e somente o cirurgião torácico está habilitado a determinar qual cirurgia será realizada em cada caso”.

Data da criação: 13/04/2012 

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