Veja a seguir notícia publicada a seguir do site Yahoo! Notícias em 13/03/2008 sobre as possíveis mutações do vírus causador da H5N1, causador da gripe aviária:
O vírus H5N1, causador da gripe aviária, poderá sofrer em breve uma mutação que tornará mais fácil sua ação no organismo humano. A afirmação foi feita por Zhong Nanshan, um dos maiores especialistas chineses em doenças respiratórias.
Zhong ressaltou que os cuidados durante o mês de março são imprescindíveis, já que nesse período o vírus da gripe comum entra em circulação. “Devemos ficar muito prudentes e muito atentos. Quando a gripe aviária está atacando e a humana também, as possibilidades da gripe aviária se transformar em humana aumentam”, disse.
Em nove anos, cerca de 16 milhões de idosos já se beneficiaram
Todos os anos, quando chega o inverno, um vírus oportunista se instala no organismo e provoca sintomas como febres, dores no corpo, de cabeça e de garganta.
O influenza, a tão conhecida gripe, acomete milhares de pessoas. O problema maior é que muitos a confundem com o resfriado, que é uma infecção respiratória menos grave.
No mundo todo, laboratórios sentinelas acompanham a mutação do influenza. A cada ano, os tipos mais freqüentes de vírus são utilizados para criar novas versões da vacina. Isso significa que ela passa sempre por atualização. Tem grau de proteção variável - a cada dez vacinados, de sete a nove aproximadamente não terão gripe, enquanto de um a três podem se infectar, porém, com sintomas leves.
Explica Rafael Stelmach, pneumologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), ex-presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT):
“É preciso deixar claro que a vacina protegerá contra os vírus que fazem parte de sua composição. O individuo não será mais acometido por aquele tipo de vírus, pois o mecanismo de defesa o registra e não permite ser atingido novamente. Agora, se for outra espécie da família influenza, não haverá a imunização”.
A despeito da eficiência comprovada, ainda existem mitos em torno da vacina contra a gripe. Um deles é que ela seria a responsável pela própria doença. Explica Alfredo Elias Gilio, doutor em pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor da Divisão Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP:
“Na verdade, a vacina tem como base a fração do vírus morto e, portanto, não pode causar a doença”.
Quando indicar
O ideal é tomar a vacina no período que antecede o inverno, o outono, entre os meses de março e abril. Em três, quatro semanas, sua ação protetora fará efeito e terá duração média de um ano. Outro fator importante a considerar na vacinação é a faixa etária: os extremos, bebês e idosos, são os que mais necessitam.
De acordo com a Academia Americana de Pediatria, a dose anual deve começar aos 6 meses de idade e ir até os 5 anos. Entre os idosos, é essencial que comecem por volta dos 60 anos, já que nesta faixa etária, o indivíduo possui múltiplas doenças, e a gripe pode levar a complicações graves, até mesmo à morte. Nos dois casos, é considerada a vulnerabilidade dos organismos.
Segundo Rafael, não há restrições, mas não se recomenda que uma pessoa com quadro infeccioso e febril, um resfriado, por exemplo, seja vacinada. Isso por que o organismo terá uma reação, passará por desequilíbrio em sua defesa e o paciente provavelmente ficará pior.
Em grandes empresas, com boa concentração de funcionários em ambientes fechados, vale uma campanha interna de vacinação. Completa Alfredo:
“Além de evitar a transmissão, evita as faltas ao trabalho, uma vez que os trabalhadores estarão imunes à gripe”.
As vacinas são seguras e bem toleradas. Quando há reação adversa, o mais comum é dor no local da aplicação. Apenas 5% dos vacinados correm o risco de algum efeito colateral. Já as reações graves, raras, podem ocorrer em menos de 1% deles.
Campanhas de vacinação
Desde 1999, o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde realizam anualmente campanhas, atendendo a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de priorizar os idosos na vacinação. Explica José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT):
“A gripe entre jovens não representa problema de saúde pública. Por essa razão, o objetivo é reduzir quadros graves da enfermidade, como as pneumonias, e a taxa de mortalidade nessa população, a mais vulnerável”.
A campanha 2008 está prevista para começar na segunda quinzena de março.
Veja a notícia do site da BBC Brasil de 04/02/2008 sobre uma pesquisa de cientistas britânicos que afirmam ter criado ratos geneticamente modificados que podem ser infectados com o vírus da gripe, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para gripe e doenças respiratórias mais severas:
Os especialistas, do London’s Imperial College, afirmam que o rinovírus – causador da maioria dos casos de gripe e resfriado – também desencadearia doenças como bronquite crônica aguda, asma e enfisema, que pode ser fatal.
Das 100 variantes comhecidas do rinovírus, 99% atacam ao se acoplar a uma determinada molécula receptora encontrada na superfície de células humanas. Os vírus não conseguem se acoplar à mesma versão da molécula receptora em ratos.
A nova pesquisa obteve sucesso em modificar essa molécula em ratos, tornando-a mais parecida com a versão humana e permitindo que os animais sejam infectados com o vírus.
Pod Ter Saúde, site de podcasts que regularmente entrevista profissionais médicos de diversas especialidades sobre saúde e qualidade de vida, realizou uma entrevista sobre o tema “a ação do clima frio nas doenças pulmonares” com o pneumologista Pedro Lobianco, integrante da equipe de especialistas do Hospital Municipal Cardoso Fontes (RJ).
Ele fala sobre a relação entre temperaturas baixas e o aumento da incidência de doenças respiratórias, como gripes e resfriados.
Ouça na íntegra a entrevista, realizada pelo site Pod Ter Saúde, clicando em “Play Now”:
A gripe e o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus, e possuem algumas semelhanças. No entanto, contrariando o que muita gente pensa, não são a mesma doença: têm sintomas, causas e tratamentos distintos.
Ambas costumam ter maior prevalência no inverno. Em parte devido à aglomeração de pessoas em locais menos ventilados, o que facilita a disseminação do vírus. Boas medidas preventivas são evitar ambientes com tais características, além da boa alimentação.
O resfriado
O resfriado ocorre mais comumente. Não é grave e dura aproximadamente quatro dias. Um sintoma bem característico é a coriza, inicialmente aquosa e abundante, torna-se, progressivamente, viscosa, espessa e de cor amarelo-esverdeada. Normalmente também apresenta obstrução nasal e tosse, que podem durar até duas semanas. completa Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT):
“Espirros, dor de cabeça, dor de garganta, febre baixa, são outros sintomas do resfriado. É transmitido pelo contato direto pessoa-a-pessoa, por meio das gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar”.
Segundo José Eduardo Cançado, presidente da SPPT, o resfriado é viral, portanto, não há tratamento especifico, pois antibiótico não mata o vírus. Pondera Mauro Gomes:
“Quando os antibióticos são empregados com a intenção de prevenir complicações bacterianas, chega-se a um problema e não à solução. Há uma seleção natural de bactérias resistentes aos antibióticos, complicando o quadro clínico”.
O aconselhado é que o paciente repouse e use agasalhos, que melhoram o bem estar. Analgésicos e antitérmicos devem ser usados, quando necessário e prescritos por um médico especialista, para melhorar a dor de cabeça e a febre:
“Não há vacina para o resfriado devido ao grande número de vírus causadores. Um dado importante: não existe evidência científica de que a utilização de vitamina C previna qualquer infecção respiratória”.
A outra
A gripe é causada por um vírus da família Influenzae, de tipos A, B e C, que sofre constantes mutações. Devido à natureza inconstante do vírus, há o risco de desenvolvimento de compilações até fatais. Isso faz da gripe uma grande ameaça à saúde pública.
Costuma durar mais de uma semana e, além de apresentar os mesmos sintomas do resfriado, tem sintomas como febre alta, dores pelo corpo, fadiga, tosse. Pode comprometer também os brônquios e os pulmões, levando à pneumonia.
Outras consequências são a sinusite, otite média, descompensação do diabetes mellitus, agravamento de doenças pulmonares crônicas, insuficiência e/ou arritmias cardíacas. Explica Mauro:
“Os vírus da gripe disseminam-se principalmente pelo ar. Difundem-se por gotículas produzidas durante a tosse, pelos espirros, ao falar e ainda pela auto-inoculação, após o contato das nossas mãos com as superfícies como toalhas, corrimãos, maçanetas etc., previamente contaminadas com secreções respiratórias de pacientes com gripe”.
Para a gripe existe a vacina antiinfluenzae, que deve ser tomada no período que antecede o inverno:
“É necessário lembrar que a vacina não confere 100% de proteção contra a gripe, mas evita as formas mais graves, diminuindo o índice de mortes por pneumonia”.
Outro fator essencial é o fato de que, devido ao vírus da gripe passar por diversas mutações, a vacina tem de ser tomada todos os anos, além de que os anticorpos produzidos diminuem com o tempo.
Veja a notícia do site da BBC Brasil de 04/01/2008 sobre uma vacina que tem o potencial de oferecer proteção permanente contra todas as formas do vírus da gripe obteve bons resultados em recentes testes com humanos:
A vacina, produzida pela empresa de biotecnologia britânica Acambis, poderia prevenir contra todas as formas do vírus Influenza A, causador mais comum da gripe em todas as faixas etárias.
Atualmente as vacinas contra a gripe são constantemente alteradas por causa das constantes mutações do vírus.
De acordo com especialistas, a nova vacina, chamada de ACAM-FLU-A, ataca a proteína imutável M2, encontrada na superfície de todas as variantes do vírus.
Frequentemente, as mudanças climáticas são acompanhadas de uma velha conhecida: a gripe. Quando há baixas temperaturas e falta de umidade do ar, ficamos ainda mais propensos a adquirir o vírus, principalmente pela maior convivência em ambientes fechados.
Com intensidade variável, febre, dores no corpo, na garganta e de cabeça são alguns dos sintomas. Impedir que o mal-estar se prolongue e te derrube está significativamente associado à nutrição adequada. Adverte Patrícia Morais de Oliveira, nutricionista do GANEP Nutrição Humana:
“A alimentação saudável deve ser um hábito diário, pois fortalece o sistema imunológico, podendo, inclusive, auxiliar na recuperação do organismo acometido por viroses”.
Segundo ela, aproveitar as potencialidades dos alimentos é um benefício tanto à prevenção quanto à recuperação de gripes e resfriados.
Aproveite as dicas e fique longe do mal
Seja em função de crendices ou mesmo por indicações de amigos e farmacêuticos, diversos produtos são, costumeiramente, adicionados ao cardápio de uma pessoa gripada. Muitos deles realmente têm eficácia, outros não passam de mito. Orienta Patrícia:
“Além de saborosa e nutritiva, a canja de galinha pode beneficiar o acometido. Primeiramente, por causa de seu calor. Líquidos quentes ajudam na expectoração. Outro atributo do prato é um aminoácido presente no frango, a cisteína. Essa substância tem a capacidade de agir sobre o muco, tornando-o menos espesso”.
Aliás, é bom salientar que a ingestão de líquidos é muito importante para a recuperação, assim como as frutas, verduras, legumes, grãos, carnes magras, hidratos de carbono (pão integral, arroz, batata, mandioca), leite e derivados. Pondera a nutricionista:
“Em casos de gripe, deve-se dar preferência a alimentos com pouca gordura, uma vez que o organismo debilitado precisa de repouso e, desta forma, não pode gastar energia excessiva com a digestão. Sob esse aspecto, é prudente que alimentação seja fracionada, de 4 a 5 pequenas refeições ao dia. E as bebidas alcoólicas também devem ser evitadas”.
A ingestão de fontes de vitamina C é essencial:
“Apesar de não haver estudos científicos que comprovem que a ingestão diária, mesmo em quantidades adequadas, previna a infecção, é conhecido que uma pessoa que consome regularmente a substância tem gripes com duração menor e com sintomas mais amenos. Por isso tenha sempre o hábito de consumir laranja, acerola, goiaba e limão”.
A gripe, nos casos não complicados e em adultos saudáveis, evolui espontaneamente para a cura de cinco a sete dias. Com hábitos alimentares saudáveis e o repouso adequado, esse processo é agilizado e menos incômodo. No entanto, o acompanhamento médico é fundamental para que cada tipo de enfermidade receba a assistência apropriada.
Nutrição adequada é forte aliada para a prevenção e reabilitação
Freqüentemente, o inverno de muita gente é acompanhado de uma velha conhecida: a gripe. Com as baixas temperaturas e a falta de umidade do ar, ficamos ainda mais propensos a adquirir o vírus, principalmente pela maior convivência em ambientes fechados.
Com intensidade variável, febre, dores no corpo, na garganta e de cabeça são alguns dos sintomas. Impedir que o mal-estar se prolongue e te derrube está significativamente associado à nutrição adequada. Adverte Patrícia Morais de Oliveira, nutricionista do GANEP Nutrição Humana:
“A alimentação saudável deve ser um hábito diário, pois fortalece o sistema imunológico, podendo, inclusive, auxiliar na recuperação do organismo acometido por viroses”.
Segundo ela, aproveitar as potencialidades dos alimentos é um benefício tanto à prevenção quanto à recuperação de gripes e resfriados.
Aproveite as dicas e fique longe do mal
Seja em função de crendices ou mesmo por indicações de amigos e farmacêuticos, diversos produtos são, costumeiramente, adicionados ao cardápio de uma pessoa gripada. Muitos deles realmente têm eficácia, outros não passam de mito. Orienta Patrícia:
“Além de saborosa e nutritiva, a canja de galinha pode beneficiar o acometido. Primeiramente, por causa de seu calor. Líquidos quentes ajudam na expectoração. Outro atributo do prato é um aminoácido presente no frango, a cisteína. Essa substância tem a capacidade de agir sobre o muco, tornando-o menos espesso”.
Aliás, é bom salientar que a ingestão de líquidos é muito importante para a recuperação, assim como as frutas, verduras, legumes, grãos, carnes magras, hidratos de carbono (pão integral, arroz, batata, mandioca), leite e derivados. Pondera a nutricionista:
“Em casos de gripe, deve-se dar preferência a alimentos com pouca gordura, uma vez que o organismo debilitado precisa de repouso e, desta forma, não pode gastar energia excessiva com a digestão. Sob esse aspecto, é prudente que alimentação seja fracionada, de 4 a 5 pequenas refeições ao dia. As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas”.
A ingestão de fontes de vitamina C é essencial. “Apesar de não haver estudos científicos que comprovem que a ingestão diária, mesmo em quantidades adequadas, previna a infecção, é conhecido que uma pessoa que consome regularmente a substância tem gripes com duração menor e com sintomas mais amenos. Por isso tenha sempre o hábito de consumir laranja, acerola, goiaba e limão”.
A gripe, nos casos não complicados e em adultos saudáveis, evolui espontaneamente para a cura de cinco a sete dias. Com hábitos alimentares saudáveis e o repouso adequado, esse processo é agilizado e menos incômodo. No entanto, o acompanhamento médico é fundamental para que cada tipo de enfermidade receba a assistência apropriada.
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