Durante o último dia 23/03, véspera do dia mundial de combate à tuberculose, circulou em emissoras de diversos pontos do Brasil uma entrevista do serviço “Saúde” do Conselho Federal de Medicina, produzido pela Agência Rádio Web, com o pneumologista Rafael Stelmach, presidente da SPPT, acerca da doença, seus sintomas e prevenção.
Ouça na íntegra a entrevista, realizada por Paula Carvalho, clicando em “Play Now”:
Conheça a história da Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos
Prestes a completar 100 anos, a entidade reúne grande trabalho assistencial junto às crianças carentes filhas de tuberculosos. Mais de 30 famílias são atendidas e acompanhadas de perto por uma dedicada equipe
Por iniciativa da Viscondessa de Cunha Bueno, Thereza Cristina Aguirre de Campos, e do dr. Clemente Miguel C. Ferreira, pioneiro nos estudos em tuberculose no Brasil, em 1908, a luta de combate à enfermidade ganhou uma grande aliada. Criada numa época em que a doença era responsável por inúmeras mortes, a Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos sempre pautou suas atividades na meta de dar total assistência às famílias dos doentes.
À época de sua fundação, o quadro era grave. Para que não houvesse mais infectados, era premente isolar os acometidos dos parentes. Para tanto, em 1913, a Fundação criou o Preventório Imaculada Conceição, em Bragança Paulista, para fortalecer sua estrutura e a intervenção social. Para lá, eram levados os filhos dos infectados. Muitos deles, já vitimados, recebiam cuidados médicos rigorosos e, em pouco tempo, podiam voltar às suas casas.
Com a descoberta e avanços de remédios e tratamentos, a separação de doentes, familiares e amigos se tornou desnecessária. Porém, era preciso investir mais na conscientização quanto à prevenção e o tratamento. Entretanto, a pobreza e a falta de informação sempre foram grandes adversários. Isso explica porque ainda hoje contabilizamos cerca de 8 milhões casos, por ano, em todo o mundo.
Foi também por esse motivo que, a partir de 1997, a Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos inaugurou, na cidade de São Paulo, o Núcleo Assistencial Imaculada Conceição.
”Atualmente, atendemos cerca de 30 famílias encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde da capital e pelo Instituto Clemente Ferreira”, explica a coordenadora Maria Laura Siqueira. “Chegando aqui, as crianças recebem mais do que um tratamento, é um trabalho bem abrangente de assistência social”.
Depois de encaminhadas à Fundação, os filhos de tuberculosos são acompanhados periodicamente por uma equipe composta por assistentes sociais, dentistas, professores, médicos, entre outros colaboradores. Destaca Maria Laura:
“Os mais carentes recebem cestas básicas, material escolar, roupas, atendimento médico, orientação quanto à higiene e até mesmo aulas de reforço. Além disso, suas casas são visitadas regularmente para a verificação das condições”.
Organização não governamental, a Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos, em conjunto com seu núcleo assistencial, já atendeu mais de 3 mil crianças. Seus serviços são disponibilizados àqueles com até 12 anos encaminhados por postos de saúde. O Núcleo funciona de segunda à sexta das 12h às 18h. Mais informações 3667-3243.
SPPT São José dos Campos promove exposição de imagens sanatoriais por ocasião do Dia Mundial da Tuberculose – 24 de março. Mostra estará aberta de 23 a 31 de março no Espaço Mario Covas.
A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) - Regional São José dos Campos, com o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo – instituição ligada à Prefeitura Municipal de São José dos Campos, exibe de 23 a 31 de março de 2007, Memórias da Tuberculose – Fase Sanatorial de São José dos Campos, uma exposição de fotos do período sanatorial na cidade - início do século XX. O palco será o Espaço Mário Covas. Compõem a mostra cerca de 50 imagens, todas gentilmente cedidas pela municipalidade para comemorar a data, sendo que algumas delas serão copiadas e disponibilizadas no Museu Virtual da Tuberculose.
A SPPT organiza anualmente diversas manifestações para lembrar da importância da prevenção e combate à tuberculose. Agora a Regional São José escolheu um enfoque diferente para abordá-la, com o intuito de transportar o público para um período em que ainda era uma patologia fatal. “Por meio das figuras, poderemos chamar a atenção, salientando e orientando os cidadãos”, assegura Douglas Carlyle Belculfiné, pneumologista especializado em tuberculose, presidente da SPPT São José dos Campos e um dos idealizadores da exposição.
Naquele período, o Sanatório Vicentina Aranha, primeiro edificado no município, recebia os doentes tuberculosos, mantendo-os em isolamento. A mostra remete à realidade desse tempo em que não havia medicações para tratamento e muitas vidas eram perdidas, sem falar no sofrimento generalizado. “Manter a memória é essencial, temos de informar a fácil detecção da enfermidade por meio de raio-X, do exame de escarro, e principalmente, que a rede pública de saúde já dispõe de terapêutica adequada e gratuita”, vaticina Douglas.
No Estado de São Paulo, a cada ano são cerca de 21.000 novos casos, muitas vezes causados por falta de instrução à população em geral. Segundo Douglas, é preciso despertar o olhar da população para a importância de procurar ajuda médica em casos de sintomas respiratórios recorrentes, como tosse há mais de três semanas.
Memórias da Tuberculose – Fase Sanatorial de São José dos Campos Data: 23 a 31 de março
Horários: segunda a sexta, das 8h às 17h e sábado das 8h ao 12h.
Local: Espaço Mário Covas
Endereço: Praça Afonso Pena, 29 Centro São José dos Campos – SP
Informações: (12) 3921-7587 / (12) 3921-7543
Em 24 de março, dia nacional de combate a tuberulose, a SPPT e o site Pulmonar lançam o Museu Virtual da Tuberculose, iniciativa realizada em conjunto com o apoio do Instituto Clemente Ferreira e de alguns órgãos públicos de São José dos Campos.
Em seu lançamento, o museu traz o como conteúdo principal as origens do combate à tuberculose no Estado de São Paulo, através de duas histórias: a criação do Instituto Clemente Ferreira na capital e a consolidação da cidade de São José dos Campos como centro de tratamento com o ciclo da tuberculose.
Além disso, o site oferece também outros conteúdos sobre a tuberculose: entrevistas, artigos e curiosidades sobre a doença no Brasil. Nos próximos dias serão inseridos novos conteúdos didáticos e demais artigos.
Durante seus curtos 26 anos de existência, Noel Rosa deixou à cultura brasileira um legado musical inovador, afiadíssimo em seu humor e definitivamente crítico aos costumes da sociedade carioca de sua época, posicionando-se a favor da tradição musical do subúrbio, do samba e da malandragem.
Sua morte prematura se deu através da tuberculose, agravada em função dos hábitos do cigarro e da bebida, que Noel levou até os últimos dias de sua vida, no leito de sua casa no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro, em 1937. A pedido de sua mãe, o compositor vez por outra tentava tratar de sua saúde, viajando ao interior de Minas Gerais, em cidades calmas e de maior altitude, para repousar. Entretanto, a atração pela boemia sempre falava mais alto.
Essa passagem de sua vida relacionada à doença é justamente retratada na peça musical O Poeta da Vila e Seus Amores, de Plínio Marcos, sobre a vida do compositor Noel Rosa. veja a seguir a cena da montagem mais recente, realizada no Sesc Ipiranga em novembro de 2006, no projeto”Em cena, ações”, dirigida por Heron Coelho.
O compositor tem a sua tuberculose diagnosticada e seu tratamento indicado, embora não dê muita importância para a gravidade da doença e a preocupação de sua mãe, esposa e amante. No elenco estão Cristiano Tomiossi (Noel Rosa), José Eduardo Rennó (Dr. Edgard), Gisela Milás (mãe de Noel), Andrea Lopes (Lindaura, esposa de Noel) e Alessandra Velho (Ceci, amante do compositor):
Floradas na Serra, obra literária da escritora paulista Dinah Silveira de Queiroz, teve como pano de fundo a tuberculose e o processo de tratamento da doença, numa época em que essa ameaça à saúde pública mobilizava a sociedade brasileira em função de seus altos índices de mortalidade.
O livro, lançado em 1939, representou o primeiro grande sucesso da escritora, cuja popularidade só viria a se repetir com seu outro romance A Muralha, de 1954. Ambos tiveram versões cinematográficas e para a televisão, no formato de novelas e minisséries.
Adaptado em 1958 para o cinema, Floradas na Serra foi inteiramente filmado em Campos do Jordão, no estado de São Paulo, sendo o último filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz e da atriz Cacilda Becker (1921-1969), mais conhecida na época pela sua carreira dedicada ao teatro, protagonizando-o ao lado de Jardel Filho.
Sinopse (retirado do site Adoro Cinema Brasileiro): Lucília, cansada dos prazeres do mundo elegante, resolve descansar em Campos do Jordão. Entretanto, ao fazer a visita de controle médico, descobre que está com tuberculose. Mas não consegue suportar o tratamento na clínica. Enquanto esperava para voltar a São Paulo, conhece Bruno, que a faz perder o trem e começam um romance. Porém a paixão de Lucília consome rapidamente sua saúde, enquanto Bruno vai se recuperando e começa a se interessar por Olívia, outra paciente da clínica. Lucília termina sozinha, na clínica, com suas lembranças.
Cinetvnet, emissora de televisão para internet, realizou recentemente uma entrevista com Sidney Bombarda, médico pneumologista da SPPT, acerca da tuberculose, tema em evidência esta semana na mídia por conta dos eventos dirigidos ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, que ocorrerá no dia 24 de março próximo.
Na entrevista ao programa Medicina Moderna, Sidney fala sobre o diagnóstico, tratamento, formas clínicas e prevenção desta doença que atualmente atinge no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 8 milhões de pacientes, sobretudo nos países em desenvolvimento - 85 mil dos caso anuais ocorre no Brasil, deixando-o na décima sexta posição entre os países com maior incidência de tuberculose.
Clique a seguir no link Play Now para assistir à entrevista:
Estudo realizado na França indica que as versões mais antigas da vacina BCG podem ser mais eficientes na prevenção da tuberculose que as versões mais modernas. Veja a notícia do site da BBC Brasil de 18/03/2007:
Em um artigo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences, os pesquisadores do Instituto Pasteur dizem que o problema está em mudanças genéticas ocorridas ao longo dos anos.
A vacina BCG moderna é usada em cerca de 65% das imunizações em todo o mundo. Ela foi originalmente desenvolvida em 1908, quando cientistas franceses conseguiram produzir uma variação menos potente da tuberculose, o que permitia que a pessoa inoculada tivesse uma resposta imune sem sofrer da doença.
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