Veja a seguir notícia publicada no site Folha Online em 31/03/2008 a respeito das adaptações que locais públicos em Pequim terão de fazer para os não-fumantes a partir de 1º de maio, em decisão tomada como medida prévia aos Jogos Olímpicos, que acontecerão em agosto:
Segundo o jornal “China Daily”, as autoridades de Pequim, que adotaram sem grande sucesso as primeiras medidas antitabaco em 1996, anunciaram no início do ano que proibiriam o fumo em locais públicos, como restaurantes, escolas, hospitais, escritórios, bibliotecas ou museus.
Segundo a nova legislação, os hotéis serão obrigados a ter pelo menos 70% dos quartos para não-fumantes e os bares terão que delimitar de forma rigorosa as áreas liberadas ao fumo.
As multas para os estabelecimentos caso a lei não seja respeitada podem chegar a 452 euros (R$ 1.248). Os Jogos Olímpicos foram declarados “espaços sem tabaco” e por isso será proibido fumar nos locais com atletas e dirigentes.
Veja a seguir notícia publicada a seguir do site Estadão Vida & Saúde em 30/03/2008 a respeito do reajuste de preços dos medicamentos a partir do dia 31 de março:
Os preços de aproximadamente 20 mil medicamentos terão reajuste a partir de segunda-feira (31), segundo informações da Agência Brasil. O aumento médio é de 3,18%, de acordo definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os fabricantes deverão obedecer ao índice de reajuste fixado pelo órgão para três faixas diferenciadas de medicamentos de 4,61%, 3,56% e 2,52%, definidas conforme o nível de competição no mercado, a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas.
A última edição do suplemento Equilíbrio, da Folha de S. Paulo, trouxe uma matéria a respeito dos cuidados especiais que os bebês prematuros precisam receber em relação à prevenção de doenças respiratórias (veja a matéria completa no site). Ouça a seguir o depoimento do diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, pediatra e neonatologista, falando sobre o tema:
Veja a seguir notícia publicada a seguir do site Yahoo! Notícias em 27/03/2008 sobre caso de gripe aviária detectado na Suíça em 2 anos:
A Suíça detectou o primeiro caso de gripe aviária em dois anos, diagnosticado em um pato selvagem, informou o departamento federal de Veterinária.
Apesar de ser portador do vírus H5N1, o pato não apresenta os sintomas da doença, acrescentou o departamento em um comunicado. A ave foi encontrada no lago de Sempach (centro) durante uma operação oficial de vigilância, durante a qual foram examinadas várias aves e retiradas 200 mostras.
O caso também é o primeiro detectado na Europa ocidental desde o início de janeiro, quando o vírus H5N1 foi diagnosticado em três cisnes mortos na Grã-Bretanha.
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publicado em: Notícias | por Pulmonar Blog | 28/03/2008 | 08:50
A procura pela cura ou melhora da qualidade de vida através do transplante de órgãos é antiga. A cirurgia experimental em animais no transplante de pulmão apresentou um grande avanço entre 1940 e 1950, principalmente com Demikhov e Metras, que demonstraram que o procedimento cirúrgico era exeqüível.
À esquerda, Prof. Dr. Vicente Forte e equipe no Primeiro Transplante de Pulmão do Estado de São Paulo. À direita, radiograma de tórax no 1º PO de transplante unilateral esquerdo (doença de base: esquistossomose)
Em 1963, na Universidade de Mississipi, Prof. Dr. James Hardy e sua equipe realizaram o primeiro transplante de pulmão em humano. O paciente era portador de enfisema e câncer de pulmão. A sobrevida foi de 18 dias. Inegavelmente curta, mas após um longo período, ao redor de nove anos, de aperfeiçoamento na cirurgia experimental, eles demonstraram que o procedimento era viável. Houve respiração.
A mesma equipe, em 1964, realizou o primeiro transplante de coração. O coração bateu 90 minutos e parou, mas durante este período manteve a circulação sistêmica. Este procedimento gerou grande polêmica, com questionamentos éticos e morais, pois o doador era um chimpanzé e o receptor um cadáver humano. Mas, além de mais uma vez, provar que o procedimento cirúrgico era possível, já vislumbrava o xenotransplante.
Controverso e polêmico, mas isso possibilitou que Christiaan Barnard e sua equipe, realizassem o primeiro transplante cardíaco com sucesso em 1967. A sobrevida também foi de 18 dias, mas hoje o transplante de coração é uma opção terapêutica para várias cardiopatias em fase avançada.
Na época, James Hardy e outros pioneiros dos transplantes de órgãos, como Thomaz Starzl e equipe, que realizaram o primeiro transplante de fígado, foram considerados a mais baixa casta da cirurgia americana.
Mas, o reconhecimento da sociedade civil e científica logo surgiu. Com o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, principalmente da anastomose brônquica e o desenvolvimento da ciclosporina, o Prof. Cooper e sua equipe, em 1983, em Toronto, realizaram o primeiro transplante de pulmão com sucesso. Desde então vários centros de transplante de pulmão surgiram pelo mundo, com número crescente de procedimentos realizados, inclusive no Brasil.
No Estado de São Paulo, o primeiro transplante de pulmão foi realizado no Hospital São Paulo, UNIFESP, pelo Prof. Dr. Vicente Forte e equipe em 20 de janeiro de 1990. O paciente era portador de doença pulmonar fibrosante por esquistossomose, foi desintubado em menos de 12 horas e viveu muito bem por 2 anos. O Prof. Dr. Vicente Forte também foi pioneiro na anastomose brônquica sem omentopexia e no transplante lobar de pulmão no Brasil. O grupo do Hospital São Paulo, UNIFESP, reativou seu programa em 2007.
Atualmente no Estado de São Paulo, segundo o Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, existem três grupos ativos: InCOR-HCFMUSP, Hospital São Paulo- UNIFESP e Hospital Israelita Albert Einstein. O grupo do InCOR- FMUSP, coordenado pelo Prof. Dr.Fábio Jatene, é responsável pela retomada do transplante pulmonar no Estado de São Paulo, já ultrapassando 50 transplantes nos últimos 4 anos, desde a reativação do programa.
Desde o primeiro transplante em 1963, foram várias as conquistas, mas os desafios ainda são grandes, não só técnico, mas principalmente humano. Precisamos de mais pioneiros, talvez um pouco “loucos”, com muito entusiasmo, que tenham ousadia, que façam a história.
A Aliança para o Controle do Tabagismo – ACT – acaba de fazer um levantamento das ações judiciais contra a indústria do tabaco, sob a coordenação da advogada Clarissa Menezes Homsi, responsável pela área jurídica da ACT. O estudo foi feito entre 2006 e 2007 e reviu 108 decisões proferidas em 61 ações individuais contra Souza Cruz e Philip Morris nos estados do sul, sudeste e Distrito Federal. Além dessas, três ações coletivas promovidas pelo Ministério Público do Distrito Federal, pela ADESF - Associação de Defesa da Saúde do Fumante - e por outra associação foram analisadas. As duas primeiras tiveram decisões contrárias à indústria, mas ainda pendem de recursos.
Pela análise, tanto quantitativa quanto qualitativa, é possível verificar que a indústria tem sido vencedora na batalha judicial contra os fumantes e seus familiares. Isso não se deve à ausência de normas que garantam a indenização do fumante. Segundo Clarissa Homsi, “nas relações de consumo, a legislação brasileira adota a responsabilidade objetiva, ou seja, independente de culpa. Portanto, independentemente da licitude da atividade, bastando a ocorrência do dano e do nexo causal entre ação/omissão do agente e o dano para que haja o dever de indenizar. Há, portanto, fundamento legal para a condenação da indústria.” (texto completo…)
Planos em estudo no governo britânico para reduzir o tabagismo e desencorajar as crianças a adotar o hábito de fumar prevê a proibição de cigarros expostos à venda em estabelecimentos comerciais; acompanhe a notícia acerca do tema, publicada no site Folha Online:
Expor cigarros à venda em estabelecimentos comerciais pode ser proibido na Inglaterra, de acordo com planos em estudo no governo para reduzir o tabagismo e desencorajar as crianças a adotar o hábito de fumar.
Ministros britânicos também estão analisando a possibilidade de adotar um controle mais rigoroso para máquinas automáticas que vendem cigarros em bares e restaurantes.
Uma consulta deverá ser iniciada nos próximos meses para verificar como as propostas são recebidas pela opinião pública. Mas a associação dos varejistas afirma que a iniciativa seria ineficaz e enfrentaria grandes problemas para sua implementação.
A Organização Mundial da Saúde divulgou recentemente um novo relatório sobre os esforços no controle do tabagismo com um alerta: somente 5% da população mundial vive em países com adoção de medidas-chave que reduzem as taxas do tabagismo. Se não houver um esforço global para diminuir o número de fumantes, o tabagismo pode matar 1 bilhão de pessoas no século 21, nos países em desenvolvimento, grupo no qual está enquadrado o Brasil.
Esta previsão significa 10 vezes mais mortes do que se previa no século passado. O cigarro mata 5,4 milhões por ano no mundo (mais do que a soma das vítimas de tuberculose, malária e Aids), número, aliás, que deve crescer para 8 milhões em 2030, de acordo com projeção da OMS.
O novo documento enfatiza o impacto do fumo nos países em desenvolvimento, já que 80% das mortes previstas para 2030 vão ocorrer nessas nações, de acordo com a organização. O consumo de tabaco está em queda nos países ricos, mas é crescente nos pobres e de renda média, segundo a OMS. (texto completo…)
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